Dos meus amores, o mais bonito foi o triste. Das minhas poesias, a mais bonita virou feia quando coloquei um ponto final. Qual dos nossos durantes foi o mais mágico, meu amor, não me pergunte. Eu nasci com uma estaca cravada no peito, no ponto certo para morrer. Mil motivos para minha vida ser cheia de finais errados e eu ainda estou me doendo por um tão bobo que tinha nome e sobrenome. Como se um ano nunca aceitasse perder as flores no início do verão. Mas que flores, que verão? Aqui só tem espinho e inverno. Talvez não seja bom ouvir, mas não pense que falar me livra do peso. Os reflexos que seus olhos me devolveram foram tão sombrios, tão destroçados, tão cortantes. Minha garganta arde por um beijo que me avermelhava os lábios. Qual das minhas saudades foi a mais violenta, amor? E qual dos meus recados soou como um sino de enterro? Os meus casos se resumem em pedaços do tempo e eu nunca sei alcançar o infinito. Por vezes pensei que sim. Mas lá vamos nós de novo. Condenados ao esconderijo de quem não aprendeu a viver debaixo do calor do sol desértico. Marcados pra cair do lado errado. Humanamente quebrados porque existir não nos dá o direito de um amor eterno. (Zaluzejos)

Sobre Paolla Saraiva

"Encontrar a liberdade onde menos se espera... No fundo do tinteiro... Na ponta de uma pena" (Marquês de Sade) Ver todos os artigos de Paolla Saraiva

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: