Levanta a cabeça, menina! Para de olhar sobre teus ombros, e instigar essas tuas lágrima doídas. Deixa essas tuas marcas em teu passado. Larga de mão esse peso que faz teus braços doerem. Permita-se encontrar a leveza das surpresas de um belo futuro. Digo-lhe isso, menina, porque conheço bem esse coração que tu escondes aí dentro do peito. Dentre tuas manias de menina, esconde-se essa vontade de querer engolir o mundo. Tu devoras esses sentimentos, e essas pessoas. Toma as dores para ti. Seca as lágrimas de um estranho e chora até ficar com os olhos vermelhos durante a madrugada. Tu, menina, és do tamanho do mundo. Deixa que de tuas sapatilhas os sonhos tomem conta. Vem brincar de viver, de sentir. Afasta do teu coração de gigante esses medos de menina pequena. Toma as tuas dores e converte-as em melodia. Aquela solidão de vestes pretas e sombrias anda a bater em tua porta, não é menina? Deixe que ela entre, mas apresente a ela seus tons de alegria. Continue, menina, cheia de graça e de cor. Não esquece da tua leveza, por favor. Sente, menina. Sente e engole a si mesma do jeito que tu engoles o mundo. Cuida de ti um pouquinho também. Cuida da tua arte, menina levada.

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Sobre Paolla Saraiva

"Encontrar a liberdade onde menos se espera... No fundo do tinteiro... Na ponta de uma pena" (Marquês de Sade) Ver todos os artigos de Paolla Saraiva

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