Minha vida é como um castelo de cartas, daqueles difíceis de se construir. Daqueles trabalhosos, que demoram horas. Daqueles que quando se está terminando, desmorona, e não resta mais nada, se não começar tudo de novo. E lá estou, juntando meus cacos.

Cada carta é um pedaço de mim, e o mais incrível é que não sou só eu quem as coloca, vem alguns rostos conhecidos e colocam uma carta ou outra, e raras vezes vem algum desconhecido e faz a graça de colocar uma também.

Sendo assim, nem eu sei quais são todas as cartas, fazendo com que eu não me conheça por inteiro (merda), e que eu me surpreenda quase todo dia comigo (dor).

Alguns param para admirar o castelo e bater palmas quando alguém adiciona mais alguma carta, alguns dão uma assoprada maldosa afim de destruir o castelo “tão frágil”, mas magicamente, ele não se move. Aí vem você, e como se já soubesse o truque, tira a carta coringa, aquela mais abaixo de todas, a base.

DESASTRE!

Sobre Paolla Saraiva

"Encontrar a liberdade onde menos se espera... No fundo do tinteiro... Na ponta de uma pena" (Marquês de Sade) Ver todos os artigos de Paolla Saraiva

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